Medicamentos de alto custo pelo plano de saúde
O plano negou um remédio caro, importado ou de uso contínuo? Com indicação médica e eficácia comprovada, a negativa pode ser revertida na Justiça.
332 avaliações

Medicamentos de alto custo pelo plano de saúde
Tratamentos modernos muitas vezes dependem de medicamentos de alto custo, como remédios importados, imunobiológicos, terapias de uso contínuo, medicamentos oncológicos ou fármacos indicados para casos complexos.
O problema acontece quando o médico indica o tratamento e o plano de saúde nega a cobertura, alegando que o medicamento não está no Rol da ANS, que seria de uso domiciliar, experimental, off-label ou que não preencheria alguma diretriz da operadora.
Nessas situações, a negativa não deve ser analisada apenas pela justificativa do plano. É preciso verificar o contrato, a doença coberta, a prescrição médica, o registro sanitário, as evidências científicas disponíveis e os critérios legais aplicáveis ao caso.
O plano pode negar medicamento de alto custo?
Nem toda negativa é automaticamente abusiva, mas muitas podem ser questionadas quando o medicamento é essencial ao tratamento indicado pelo médico.
Desde a Lei 14.454/2022, a discussão sobre tratamentos fora do Rol da ANS passou a considerar critérios como comprovação de eficácia, recomendação técnica e inexistência de alternativa terapêutica adequada já coberta pelo plano.
Por isso, mesmo quando o plano afirma que o medicamento “não está no rol” ou que “não há cobertura contratual”, o caso pode exigir uma análise jurídica mais cuidadosa.
O papel do relatório médico
O relatório médico completo é um dos documentos mais importantes para avaliar a negativa.
O ideal é que ele informe o diagnóstico, o histórico do paciente, o medicamento indicado, a justificativa clínica, os riscos da não utilização e, quando possível, por que outras alternativas cobertas pelo plano não são adequadas.
Também ajuda quando o relatório menciona a urgência do tratamento, a dose, o tempo estimado de uso e as evidências médicas que sustentam a prescrição.
Mas a falta de um relatório completo não significa, por si só, que o paciente não possa buscar orientação. Em muitos casos, o médico informa verbalmente a necessidade do medicamento, mas não entrega um documento detalhado.
Quando isso acontece, é possível avaliar caminhos para tentar obter a documentação necessária, solicitar prontuário, exames, encaminhamentos, segunda opinião médica ou organizar melhor o pedido administrativo ao plano de saúde.
O que fazer após a negativa?
O primeiro passo é reunir os documentos disponíveis: prescrição médica, relatório ou laudo, exames, carteirinha do plano, comprovantes de pagamento e a negativa por escrito.
Se o plano não entregou a negativa formal, o beneficiário pode solicitar esse documento, pois ele ajuda a identificar o motivo usado pela operadora para recusar o medicamento.
Com esses elementos, o caso pode ser analisado para verificar se há fundamento para novo pedido administrativo, reclamação perante os órgãos competentes ou medida judicial com pedido de urgência, quando a demora puder colocar a saúde do paciente em risco.
Medicamento negado pelo plano de saúde: quando buscar orientação?
A orientação jurídica é importante quando o plano nega um medicamento prescrito, demora excessivamente para responder, exige etapas sem justificativa clara ou oferece alternativa que o médico considera inadequada para o quadro clínico.
Cada caso depende da documentação médica, do tipo de plano, da doença tratada, das regras contratuais e dos critérios técnicos aplicáveis.
Caso o plano tenha negado o tratamento, ou caso você ainda não tenha conseguido a documentação médica necessária, fale com o escritório pelo WhatsApp para entender quais medidas podem ser analisadas no seu caso.
Situações que atendemos
- Medicamento importado negado
- Remédio de uso contínuo negado
- Medicamento fora do rol da ANS
- Uso off-label com indicação médica
- Medicamento oral de uso domiciliar
O que diz a Justiça
Lei 14.454/2022 · Rol exemplificativo (taxativo mitigado)
O plano pode ser obrigado a cobrir tratamento fora da lista da ANS quando há indicação médica e comprovação de eficácia.
Perguntas frequentes
O plano negou um remédio caro ou importado. Consigo conseguir?
Em muitos casos, sim. Com indicação médica e comprovação de eficácia, o plano pode ser obrigado a fornecer o medicamento, mesmo que ele não esteja na lista da ANS (Lei 14.454/2022).
Medicamento de uso em casa (domiciliar) é coberto?
Os planos costumam excluir, mas, quando o remédio está ligado ao tratamento (como a quimioterapia oral), há forte entendimento de que a cobertura é devida.
E o uso off-label (fora da bula)?
Pode ser coberto quando é a conduta indicada pelo médico e reconhecida pela literatura médica. A negativa baseada só no “fora da bula” costuma ser questionável.
O que fortalece o pedido?
Um relatório médico detalhado: o diagnóstico, por que aquele medicamento é necessário e por que as alternativas disponíveis não servem.
Quem confiou, recomenda
Avaliações no Google
A confiança de quem já passou pela mesma situação.
332 avaliações no Google
Venho registrar meu reconhecimento e elogio ao advogado, Dr. FAQUIM, que me atendeu em consulta online relacionada à autorização de fornecimento de medicamento pelo plano de saúde. O atendimento foi conduzido com elevado grau de profissionalismo, competência técnica e cordialidade. O advogado demonstrou profundo conhecimento da matéria, prestando esclarecimentos precisos e orientações seguras, sempre com atenção e respeito. Sua atuação foi fundamental para que eu compreendesse meus direitos e os procedimentos cabíveis, transmitindo confiança e segurança durante todo o atendimento. Agradeço pela excelência dos serviços prestados e pela dedicação demonstrada, ressaltando a qualidade do atendimento recebido.
JANETE ARMOND
um mês atrás
Advogado Dr faquim é perfeito e muito dedicado ao seu trabalho. Entrou com meu processo, solicitando minhas cirurgias reparadoras perante ao plano e em muito pouco tempo as mesmas foram liberadas. Podem contratar sem medo. X
Carla Cristina
uma semana atrás
Fui atendido pelo Dr. Faquim no meu caso contra o plano de saúde, envolvendo cirurgias reparadoras pós-bariátrica, e só tenho a agradecer. Desde o início ele foi extremamente atencioso, explicou cada passo com clareza e reuniu toda a documentação necessária com muito cuidado. Mesmo depois da negativa do juiz de primeira instância, ele não desistiu e entrou com o agravo de instrumento que garantiu a tutela para a realização das cirurgias, demonstrando grande conhecimento técnico e preparo. A postura sempre ética, humana e comprometida fez toda a diferença. Recomendo fortemente o trabalho do Dr. Faquim
Clayson Carreiro
2 meses atrás
Fui muito bem atendida pelo escritório Backer Faquim Advogados. Desde o início me passaram muita segurança, atenção e clareza em cada etapa do processo. Sempre tive retorno quando precisei e me senti acolhida em um momento muito importante. Graças ao trabalho do escritório, consegui minhas cirurgias. Recomendo pelo profissionalismo, dedicação e excelente atendimento.
Maria De Lourdes Bernardes
um mês atrás
Indico de olhos fechados o trabalho da equipe do Dr Faquim, equipe essa que conduziu todo o processo com todos os esclarecimentos necessários, com seriedade e compromisso. O resultado muito melhor do que eu esperava. Fiz abdominoplastia e mamoplastia com um resultado surpreendente, auto estima de volta, enfim, realizada. Obrigada Dr Faquim por ser tão eficiente nessa missão de trazer esperança pra quem nem acreditava mais que seria possível uma qualidade de vida com dignidade.
Cleria
3 meses atrás
