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Perguntas frequentes

Respostas diretas, em linguagem simples, para as dúvidas mais comuns de quem teve um tratamento negado pelo plano de saúde.

Negativa de tratamentos, exames e cirurgias pelo plano de saúde

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Preciso pagar para conversar com um advogado?

Não necessariamente. A consulta formal é um serviço legítimo e pode ser cobrada, mas muitos escritórios de Direito da Saúde oferecem um primeiro contato sem compromisso para avaliar o caso e orientar sobre a documentação.

O plano negou meu tratamento. O que eu faço?

Guarde a negativa por escrito (carta, e-mail ou print) e o pedido do seu médico. Com esses documentos, dá para avaliar se a recusa é indevida.

Em casos urgentes, é possível pedir à Justiça uma decisão rápida para o plano liberar o tratamento em poucos dias. Fale com a gente no WhatsApp que analisamos o seu caso.

Como funciona uma liminar contra o plano de saúde?

É uma decisão de urgência solicitada no início do processo, quando há prova razoável do direito e risco na demora. Em casos urgentes, costuma ser analisada em poucos dias e pode obrigar a operadora a custear o tratamento de imediato, sob pena de multa.

Quanto custa uma ação contra plano de saúde?

Há dois custos distintos: os honorários do advogado, combinados em contrato (em saúde, muitas vezes por êxito), e as custas do processo, que variam por estado e pelo valor da causa. Quem não pode arcar com as custas sem prejuízo do sustento pode pedir a gratuidade da Justiça.

Quanto tempo a Justiça leva para decidir?

Quando o caso é urgente, é possível pedir uma decisão rápida da Justiça (chamada de tutela de urgência). Em muitos casos, ela sai em poucos dias, antes do fim do processo.

Como funciona a judicialização (processar) o plano de saúde?

Nem sempre acionar a Justiça é o primeiro ato a ser feito, e nem deveria ser. O caminho razoável começa pela via administrativa: o pedido formal à operadora, o protocolo, a negativa por escrito com o motivo declarado. Esse documento — a recusa formalizada — é uma das provas mais valiosas que existem, porque amarra a operadora ao argumento que ela própria usou.

Lembre-se que não é necessário ter todos os documentos perfeitos para buscar orientação. Muitas vezes, o próprio plano dificulta a entrega da negativa, cancela guias ou cria exigências ilegais. Nesses casos, o advogado especialista em plano de saúde identifica o que falta, orienta como obter a documentação e define quais outros meios comprovam a recusa.

Quando a via administrativa não resolve e há urgência clínica, entra a tutela de urgência prevista no art. 300 do Código de Processo Civil — a liminar. O juiz pode concedê-la no início do processo, antes mesmo de ouvir a operadora, quando enxerga probabilidade do direito e risco na demora. Em casos de saúde, esse pedido costuma ser apreciado em poucos dias e pode determinar a cobertura imediata, sob pena de multa. É o instrumento que impede que o tempo do processo se sobreponha ao tempo do tratamento.

O plano pode negar só porque o tratamento não está na lista da ANS?

Em regra, não. A lista da ANS é um exemplo do mínimo que o plano deve cobrir, e não uma lista fechada. Pela Lei 14.454/2022, o plano pode ser obrigado a cobrir tratamentos fora da lista quando houver indicação médica e comprovação de eficácia.

Dá para processar o plano de saúde por danos morais?

Muitas vezes, sim. Principalmente quando a recusa é abusiva e agrava o sofrimento do paciente, além de obrigar a cobertura. O cabimento e o valor são decididos pelo juiz caso a caso. OS valores podem variar de zero até R$ 40.000,00 ou mais, a depender da gravidade do ato ilícito.

O plano está demorando para autorizar. Existe um prazo?

Sim. A ANS define prazos máximos para o plano responder, que mudam conforme o tipo de atendimento. Quando o plano passa desse prazo, a demora pode ser tratada como uma negativa.

Guarde os protocolos e as datas dos pedidos. Em caso urgente, fale com a gente no WhatsApp.

Recusa de internação hospitalar pelo plano de saúde

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O plano pode negar uma internação de urgência?

Não. Atendimentos de urgência e emergência têm cobertura obrigatória e imediata — inclusive durante a carência (passadas 24 horas da contratação). Negar nesses casos é abusivo, e dá para pedir uma decisão rápida da Justiça.

O plano pode me dar "alta" antes de o médico liberar?

Não. A chamada "alta administrativa", contra a indicação do médico, é abusiva. Enquanto houver indicação médica de que o paciente precisa continuar internado, a internação deve ser mantida.

O plano pode limitar os dias de internação ou de UTI?

Não. O Superior Tribunal de Justiça (Súmula 302) entende que é abusiva a cláusula que limita no tempo a internação. Quem define o tempo necessário é o médico, não o plano.

Quanto tempo a Justiça leva para liberar uma internação negada?

Em casos urgentes, é possível pedir uma decisão de urgência (tutela), que costuma sair em horas ou poucos dias. Guarde o pedido de internação do médico e a negativa por escrito e fale com a gente no WhatsApp.

Negativa de cirurgias plásticas reparadoras pelo plano de saúde

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Fiz bariátrica e sobrou pele. O plano cobre a cirurgia para retirar?

Na maioria dos casos, sim. A cirurgia que retira o excesso de pele faz parte do tratamento depois da bariátrica. Há decisão importante do Superior Tribunal de Justiça (Tema 1069) nesse sentido.

O plano negou a cirurgia dizendo que é estética. E agora?

Mesmo que o plano diga que é estética, a cirurgia reparadora costuma fazer parte do tratamento de saúde. Com o relatório do seu médico, dá para mostrar isso e pedir a cobertura.

Emagreci com semaglutida (Ozempic, Wegovy), tirzepatida (Mounjaro) ou outra caneta emagrecedora. Tenho direito?

Pode ter. O que pesa é ter havido obesidade mórbida e a grande perda de peso ter formado o abdome em avental, flacidez mamária, etc — não o fato de ter operado ou não o estômago. Fora desse enquadramento, a análise é caso a caso, conforme a função comprometida e a indicação médica.

O plano cobre a própria cirurgia bariátrica?

Sim, quando o médico indica e os critérios de saúde são cumpridos. A bariátrica faz parte do tratamento da obesidade e está prevista na cobertura dos planos.

Se o plano negou mesmo com a indicação do médico, vale avaliar o caso.

Quais cirurgias depois da bariátrica o plano costuma ter que cobrir?

Quando há indicação médica, costumam entrar na cobertura, por exemplo:

  • Retirada do excesso de pele da barriga
  • Correção das mamas
  • Retirada de pele dos braços e das pernas

O que importa é a indicação do médico mostrando que a cirurgia trata um problema de saúde.

O plano pediu junta médica. Isso pode?

Pode acontecer quando o plano tem dúvida se a cirurgia é só estética. Mas, segundo o Superior Tribunal de Justiça (Tema 1069), é o plano que deve pagar os custos dessa junta médica.

Se a junta for usada só para empurrar a negativa, dá para discutir na Justiça.

Quais documentos preciso ter para falar com vocês?

Tenha em mãos, se possível:

  • O documento da negativa do plano
  • A carteirinha do plano
  • RG e CPF
  • O pedido ou laudo do médico

Mande foto desses documentos no WhatsApp que a gente analisa.

Mas se ainda não tiver documento nenhum ainda, não tem problema! Vamos lhe orientar como conseguí-los.

Preciso ter laudo completo e negativa do plano para procurar um advogado?

Não. O laudo médico completo e a negativa formal do plano ajudam na análise, mas não são os únicos documentos possíveis.

A necessidade do tratamento também pode ser demonstrada por prontuário, exames, receitas, encaminhamentos, relatórios anteriores ou até por uma segunda opinião médica. Se o médico apenas informou a indicação e/ou recusou verbalmente, ainda assim é possível avaliar o caso e orientar quais documentos devem ser reunidos.

Quanto tempo tenho para entrar com o processo?

Depende do caso. O prazo pode variar conforme o tipo de problema, a data da negativa e a tese jurídica aplicável.

Por isso, o ideal é avaliar a situação o quanto antes. A demora pode reduzir as opções, dificultar a prova ou, em alguns casos, levar à perda do direito.

Negativa de home care (atendimento domiciliar) pelo plano de saúde

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O plano é obrigado a custear o home care?

Quando o médico indica o atendimento domiciliar como parte do tratamento, a negativa costuma ser considerada abusiva (Súmula 90 do TJSP). O plano não escolhe o tratamento no lugar do médico.

O plano pode reduzir as horas de cuidador ou de enfermagem?

Não, se a redução contraria o que o médico indicou. A quantidade de horas e os cuidados seguem a prescrição médica.

O home care inclui equipamentos e medicação?

Conforme a prescrição, sim: enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, cama hospitalar, oxigênio, aspirador, além de medicamentos e insumos necessários.

O plano negou dizendo que home care não está no rol da ANS. E agora?

A lista da ANS é exemplificativa (Lei 14.454/2022). Com indicação médica, a negativa pode ser revertida — muitas vezes com decisão de urgência.

Quebra de carência indevida do plano de saúde

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O que é carência?

É o tempo que você espera, depois de contratar o plano, para poder usar alguns serviços. Esse prazo existe, mas tem limites claros na lei.

Em uma emergência, preciso cumprir carência?

Só nas primeiras 24 horas após a contratação. Passado esse prazo, negar atendimento de urgência ou emergência alegando carência é abusivo (Súmula 597 do STJ).

Fiz portabilidade e o plano exigiu carência. Pode?

Em regra, não. Quando a portabilidade é feita dentro das regras da ANS, as carências já cumpridas no plano anterior não podem ser exigidas de novo.

Recém-nascido precisa cumprir carência?

O filho recém-nascido pode ser incluído no plano dos pais sem carência se a inscrição for feita nos primeiros 30 dias. O atendimento ao parto e ao bebê também tem proteção especial.

Negativa de tratamento oncológico (câncer) pelo plano de saúde

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O plano cobre quimioterapia e radioterapia?

Sim, são de cobertura obrigatória. Negar técnicas ou medicamentos ligados ao tratamento do câncer, havendo indicação médica, costuma ser abusivo.

A quimioterapia oral (em comprimidos) é coberta?

Sim, com indicação médica. Mesmo sendo de uso em casa, por estar ligada ao tratamento do câncer, há forte entendimento de cobertura (Súmula 95 do TJSP).

Negaram um exame (como PET-CT) ou uma radioterapia mais moderna. Posso reverter?

Em geral, sim. Com a indicação do oncologista, a negativa por “não estar no rol” ou por custo pode ser revertida.

É urgente. Quanto tempo a Justiça leva?

Pela gravidade, é possível pedir decisão de urgência, que costuma sair em poucos dias. Reúna o relatório do oncologista, os exames e a negativa.

Reajustes abusivos do plano de saúde

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Meu plano aumentou muito quando mudei de idade. Isso é permitido?

O plano pode reajustar quando você muda de faixa de idade, mas com limites. Aumentos muito altos, principalmente depois dos 60 anos, podem ser abusivos e questionados na Justiça.

O plano coletivo reajustou por uso. Posso questionar?

Sim. Nos planos coletivos, o reajuste anual precisa ter explicação clara e baseada em números. Se o aumento veio sem justificativa, é possível contestar.

Tenho mais de 60 anos. O plano ainda pode aumentar por idade?

Depois dos 60 anos, os aumentos só por causa da idade são muito limitados. Quem tem o plano há mais de 10 anos, em regra, não pode receber novo reajuste por mudança de faixa de idade.

Aumentos altos contra pessoas idosas costumam ser questionados na Justiça.

O que é reajuste por sinistralidade?

É o aumento anual de planos coletivos calculado pelo quanto o grupo usou o plano no ano. Quanto mais despesas, maior tende a ser o reajuste.

Esse cálculo precisa ser explicado com números. Sem essa explicação clara, o aumento pode ser contestado.

Posso questionar o aumento e continuar com o plano?

Sim. Em geral, dá para pedir à Justiça que você pague o valor que considera correto enquanto a discussão acontece, mantendo o plano ativo.

Assim você não fica sem o plano durante o processo.

Manutenção do plano de saúde para aposentados e demitidos

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Fui demitido sem justa causa. Posso manter o plano?

Sim, se você contribuía com parte da mensalidade (art. 30 da Lei 9.656/98). Você assume o valor integral, pelo período de um terço do tempo em que contribuiu — no mínimo 6 e no máximo 24 meses.

Me aposentei. Tenho direito a manter o plano?

Sim (art. 31). Com 10 anos ou mais de contribuição, o direito pode ser por tempo indeterminado; com menos, é de um ano para cada ano contribuído. Você assume o valor integral.

Tenho prazo para pedir a manutenção?

Sim, e ele é curto (em geral, poucos dias após o desligamento ou o aviso da empresa). Por isso, procure orientação o quanto antes para não perder o direito.

Meus dependentes continuam no plano?

Sim. Os dependentes que já estavam inscritos podem ser mantidos junto com você.

Reembolso de despesas médicas pelo plano de saúde

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Paguei um tratamento que o plano negou. Recupero o dinheiro?

Se a negativa era indevida, sim — e, em regra, o reembolso deve ser integral, e não limitado pelas tabelas internas do plano.

Tive uma urgência fora da rede credenciada. Tem reembolso?

Sim. Quando não havia hospital ou profissional do plano disponível, a lei garante o reembolso das despesas de urgência e emergência (art. 12, VI).

O plano reembolsou bem menos do que gastei. Posso cobrar a diferença?

Pode. Principalmente quando a despesa veio de uma negativa indevida, dá para questionar o cálculo e cobrar a diferença na Justiça.

Quais documentos preciso guardar?

Notas fiscais e recibos de tudo o que pagou, o relatório do médico, o documento da negativa e o comprovante do pedido de reembolso ao plano, se houver.

Cancelamento indevido do plano de saúde

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O plano pode cancelar meu contrato individual quando quiser?

Não. Nos planos individuais e familiares, a operadora só pode cancelar por fraude ou por atraso superior a 60 dias, e ainda assim precisa avisar você até o 50º dia de atraso (art. 13).

E os planos coletivos (empresa ou adesão), podem ser cancelados?

Podem, mas seguindo o contrato e com aviso prévio, em regra de 60 dias. Cancelar o plano de quem está no meio de um tratamento costuma ser abusivo.

Cancelaram por um atraso pequeno e sem aviso. Isso vale?

Provavelmente não. A falta de notificação prévia, exigida por lei, torna o cancelamento questionável.

Dá para reativar um plano cancelado de forma indevida?

Sim. É possível pedir à Justiça uma decisão de urgência para reativar o contrato e manter o atendimento, principalmente quando há tratamento em andamento.

Medicamentos de alto custo pelo plano de saúde

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O plano negou um remédio caro ou importado. Consigo conseguir?

Em muitos casos, sim. Com indicação médica e comprovação de eficácia, o plano pode ser obrigado a fornecer o medicamento, mesmo que ele não esteja na lista da ANS (Lei 14.454/2022).

Medicamento de uso em casa (domiciliar) é coberto?

Os planos costumam excluir, mas, quando o remédio está ligado ao tratamento (como a quimioterapia oral), há forte entendimento de que a cobertura é devida.

E o uso off-label (fora da bula)?

Pode ser coberto quando é a conduta indicada pelo médico e reconhecida pela literatura médica. A negativa baseada só no “fora da bula” costuma ser questionável.

O que fortalece o pedido?

Um relatório médico detalhado: o diagnóstico, por que aquele medicamento é necessário e por que as alternativas disponíveis não servem.

Transferência hospitalar negada pelo plano de saúde

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O plano deve custear a transferência para outro hospital?

Quando o hospital atual não tem a estrutura necessária e o médico indica a transferência, sim — inclusive a remoção segura (ambulância ou UTI móvel, quando preciso).

E se o hospital adequado está fora da rede credenciada?

O plano deve viabilizar o atendimento adequado mesmo assim. Ele não pode deixar o paciente em um local sem condições de tratá-lo só porque o hospital de referência está fora da rede.

A remoção (ambulância/UTI móvel) é coberta?

Sim, quando é necessária para o tratamento e está dentro da cobertura do plano.

É urgente. Dá para uma decisão rápida?

Sim. Por serem casos urgentes, é possível pedir uma decisão imediata da Justiça. Guarde o relatório do médico indicando a transferência e o documento da negativa.

Negativa de Imunoterapia pelo plano de saúde

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O plano negou imunoterapia ou um imunobiológico. Tenho direito?

Com indicação médica e comprovação científica de eficácia, sim — mesmo que o tratamento não esteja na lista da ANS (Lei 14.454/2022).

"Tratamento experimental" é motivo válido para negar?

Não, quando há respaldo científico e indicação médica. Esse argumento, sozinho, não basta para justificar a negativa.

O uso off-label de um medicamento especial é coberto?

Pode ser, quando é indicado pelo médico e reconhecido pela literatura médica como adequado para o caso.

Como aumentar as chances de conseguir?

Com um relatório médico detalhado: o diagnóstico, por que aquela medicação é necessária e por que não há alternativa eficaz coberta pelo plano.

O plano negou um remédio caro ou importado. Tenho como conseguir?

Em muitos casos, sim. Quando o médico indica o remédio e existe comprovação de que ele funciona para o seu problema, a negativa pode ser revertida na Justiça.

Tenha em mãos a receita, o relatório do médico e o documento da negativa.

Negativa de pagamento de seguros

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A seguradora negou o seguro de vida. O que fazer?

Guarde a apólice e o documento com o motivo da recusa. Muitas negativas não têm base e podem ser revertidas para garantir o pagamento à família.

A seguradora alega doença anterior para não pagar. Isso vale?

Nem sempre. Se a seguradora não pediu exames médicos na hora da contratação, em regra ela não pode negar depois alegando uma doença que já existia.

Vale avaliar o contrato e o motivo da recusa.

Meu seguro por invalidez foi negado. Tenho como reverter?

Em muitos casos, sim. Com os laudos médicos que comprovam a invalidez, é possível mostrar que você tem direito ao pagamento previsto na apólice.

Quais documentos preciso para contestar a negativa do seguro?

Procure reunir, se possível:

  • A apólice ou o contrato do seguro
  • O documento com a negativa da seguradora
  • RG e CPF
  • Laudos médicos ou documentos do ocorrido

Mande foto desses documentos no WhatsApp que a gente analisa.

Tem prazo para cobrar o pagamento do seguro?

Sim, e ele costuma ser curto. Por isso, quando a seguradora nega, é melhor não demorar para buscar orientação e não perder o direito.

Curatela e interdição

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O CRAS oferece advogado gratuito?

Não. O CRAS é da assistência social e não presta defesa jurídica. A assistência jurídica gratuita a quem não pode pagar é feita pela Defensoria Pública; núcleos de faculdades e programas da OAB também podem atender.

O que é curatela?

É quando a Justiça nomeia uma pessoa de confiança para cuidar dos atos de alguém que, por doença ou idade avançada, não consegue mais decidir sozinho sobre a própria vida, principalmente sobre dinheiro e bens.

Quem pode ser o curador?

Em geral, um familiar próximo: cônjuge, filho, pai, mãe ou irmão. A Justiça escolhe quem tem mais condições de cuidar bem da pessoa.

A pessoa curatelada perde todos os direitos?

Não. A curatela serve só para os atos que a pessoa não consegue mais praticar, como administrar dinheiro e bens. Ela continua sendo titular dos seus direitos.

Preciso de curatela para movimentar a aposentadoria de um familiar doente?

Muitas vezes, sim. Bancos e o INSS costumam exigir uma decisão da Justiça para que outra pessoa possa receber ou movimentar o benefício de quem não consegue fazer isso sozinho.

A gente ajuda a organizar esse pedido.

Quanto tempo demora o processo de curatela?

O tempo varia conforme o caso e a comarca. Em situações urgentes, é possível pedir uma decisão provisória para cuidar da pessoa enquanto o processo corre.

Inventário e partilha de bens

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O que é inventário e por que preciso fazer?

É o processo que organiza e divide os bens deixados por quem faleceu. Sem ele, os herdeiros não conseguem passar imóveis, veículos e contas para o próprio nome.

Existe prazo para abrir o inventário?

Sim. A lei pede que o inventário seja aberto em até 60 dias após o falecimento. O atraso pode gerar multa no imposto da herança.

Mesmo passado o prazo, ainda é possível fazer — só convém não demorar mais.

Dá para fazer inventário em cartório?

Em geral, sim, quando todos os herdeiros são maiores de idade, estão de acordo e não há disputa. O inventário em cartório costuma ser mais rápido.

Avaliamos o seu caso para indicar o caminho mais simples.

Tem imposto para pagar no inventário?

Sim. Existe um imposto estadual sobre a herança, chamado ITCMD. Ele é calculado sobre o valor dos bens e precisa ser pago para concluir a partilha.

Os herdeiros precisam concordar para dividir os bens?

Quando todos concordam, a divisão fica mais simples e rápida. Quando há discordância, a Justiça decide como dividir. Nos dois casos, a gente acompanha você.

Direito previdenciário (INSS)

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O INSS negou meu benefício. Posso reverter?

Em muitos casos, sim. Boa parte das negativas do INSS pode ser revista, no próprio INSS ou na Justiça, quando a pessoa tem direito ao benefício.

Guarde a carta de indeferimento e os laudos médicos.

Tenho direito ao BPC/LOAS?

O BPC é um benefício de um salário mínimo para idosos a partir de 65 anos ou pessoas com deficiência, desde que a renda da família seja baixa.

Não é preciso ter contribuído para o INSS. A gente avalia se você se encaixa nas regras.

O perito do INSS disse que estou apto, mas não consigo trabalhar. O que fazer?

É possível discordar do resultado da perícia. Com laudos e exames do seu médico, dá para mostrar a real situação e pedir a revisão, inclusive na Justiça.

Quanto tempo o INSS leva para responder?

O INSS tem prazos para analisar os pedidos. Quando a demora passa do razoável, é possível cobrar uma resposta, inclusive pela Justiça.

Preciso ir à Justiça ou dá para resolver no próprio INSS?

Depende do caso. Alguns pedidos se resolvem direto no INSS; outros precisam da Justiça. Avaliamos o seu caso e indicamos o melhor caminho.

Dúvidas gerais

Vocês atendem em todo o Brasil ou só em Belo Horizonte?

O escritório fica em Belo Horizonte, mas acompanhamos casos de pacientes de outras cidades. Fale com a gente no WhatsApp que explicamos como funciona.

Como funciona a primeira conversa?

A primeira conversa serve para entender o seu caso e explicar quais são os seus direitos. Você manda os documentos pelo WhatsApp e a gente avalia o que pode ser feito.

Não encontrou a sua dúvida?

Conte o seu caso pelo WhatsApp. A gente ouve e explica os seus direitos, sem compromisso.

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